O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas e Mandatário do Conselho de Ministros para a Província de Sofala, Roberto Mito Albino, apelou este sábado à aceleração da instalação de serviços básicos no Centro de Reassentamento de Guara-Guara, como medida urgente para garantir a segurança das famílias deslocadas pelas cheias e evitar o regresso a zonas de risco.
A visita decorreu na vila-sede do distrito de Búzi e no Centro de Reassentamento de Guara-Guara, com a presença do Governador da Província de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, e do Secretário de Estado, Manuel Rodrigues.
Durante a deslocação, o ministro interagiu com as famílias afectadas, procedeu à entrega de produtos alimentares e avaliou o estado das infra-estruturas danificadas pelas inundações.
“A prontidão com que a população de Búzi aderiu às medidas de prevenção, deslocando-se para Guara-Guara, foi decisiva para a redução dos danos humanos e materiais”, afirmou Roberto Albino.
Serviços básicos como barreira contra o retorno prematuro
O governante exortou as autoridades distritais a acelerarem a transferência de serviços essenciais: como saúde, educação, abastecimento de água e energia, para o centro de reassentamento, de modo a consolidar a protecção das comunidades e desencorajar o regresso a zonas vulneráveis.
“É fundamental garantir condições dignas em Guara-Guara para que as famílias não sintam necessidade de regressar a áreas ciclicamente afectadas pelas cheias”, disse o ministro.
Devido ao corte da estrada principal provocado pela força das águas, o acesso ao distrito de Búzi foi realizado por via marítima, evidenciando os desafios logísticos enfrentados pelas autoridades na resposta à emergência.
Reassentamento como estratégia preventiva
O Centro de Reassentamento de Guara-Guara tem sido utilizado como zona segura em situações de calamidade desde anteriores episódios de cheias. A sua activação precoce e a mobilização comunitária revelam uma crescente maturidade na gestão de riscos climáticos.
“A prevenção começa com o planeamento territorial e com a presença efectiva do Estado nos locais de acolhimento”, afirmou Roberto Albino.





