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João Matlombe anuncia início do transporte marítimo, fluvial e ferroviário em Gaza

Por Redacção Checka Moz.

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou este fim-de-semana o início das operações de transporte de passageiros retidos na província de Gaza, através de vias marítima, fluvial e ferroviária. A medida, que arranca esta segunda-feira, procura reduzir a pressão humanitária provocada pelas cheias que afectam a região.

Segundo o governante, o Executivo vai recorrer a navios humanitários e comerciais, esperados ainda hoje, para garantir tanto o transporte de pessoas como o reabastecimento de mercadorias.

“Os navios vão servir para assistência e para o transporte de passageiros no seu regresso a Maputo”, afirmou João Matlombe.

Travessia fluvial até Chicumbane

A operação fluvial será realizada em pequenas embarcações, com partida da zona baixa de Xai-Xai até Chicumbane. Deste ponto, os passageiros seguirão por via rodoviária até ao distrito de Magude, onde poderão embarcar na estação ferroviária com destino a diversos pontos do país e ao estrangeiro.

“Tratando-se de uma embarcação com capacidade para 100 passageiros, vai ajudar a aliviar a pressão que temos no aeroporto e nas Linhas Aéreas de Moçambique”, disse o ministro.

Matlombe sublinhou que, nesta fase, o transporte de carga não será possível, sendo dada prioridade aos passageiros, sobretudo aqueles que necessitam de regressar aos seus postos de trabalho na África do Sul.

“Ao nível de Xai-Xai, avaliamos soluções de reforço de embarcações para tirarmos as pessoas para pontos mais próximos, que é Chicumbane. Não vai ser possível fazer transporte de carga, privilegiamos passageiros, alguns dos quais que têm de seguir para os seus postos de trabalho na África do Sul”, afirmou João Matlombe.

Resposta integrada à crise

O anúncio insere-se na estratégia do Governo para diversificar os meios de transporte e garantir mobilidade em condições adversas. Ao combinar navios, embarcações fluviais e ligação ferroviária, pretende-se assegurar que os cidadãos não fiquem isolados e que a circulação de bens essenciais seja mantida.

“Estamos a criar alternativas para garantir que as populações não fiquem isoladas e que a circulação de bens essenciais seja assegurada”, disse o ministro.

As inundações que afectam Gaza e outras províncias do sul do país têm provocado constrangimentos severos à circulação rodoviária, com cortes em vários troços da Estrada Nacional número Um (N1). A activação de rotas alternativas surge como resposta urgente para mitigar os impactos sociais e económicos da calamidade.

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