O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou o papel do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), elogiando o trabalho da direcção cessante e apelando à união dos jovens moçambicanos face às cheias que afectam várias regiões do país.
Durante a audiência concedida ao CNJ, no âmbito da apresentação da nova direcção e da despedida da anterior, Chapo sublinhou o desempenho da equipa que agora termina funções.
“Foram cinco anos de muito trabalho, muita dedicação, muita responsabilidade, muita competência, que não ouvimos algum ruído que pudesse preocupar-nos sobre o comando e a direcção do Conselho Nacional da Juventude”, disse o Presidente.
Experiência que deve continuar a servir
O Chefe de Estado frisou que a saída da direcção cessante não significa afastamento do associativismo juvenil, defendendo que a experiência acumulada deve continuar a ser colocada ao serviço da juventude.
“Nas organizações juvenis não se sai completamente. A nova direcção vai precisar da vossa experiência”, afirmou Daniel Chapo.
Chapo felicitou igualmente a nova direcção, realçando que o processo eleitoral em Mocuba decorreu de forma livre, justa e transparente.
“Foram eleições, de acordo com o que nós acompanhámos, livres, justas e transparentes, em Mocuba”, disse o Presidente.
Segundo o Chefe de Estado, este processo contribuiu para uma juventude “cada vez mais unida e coesa”.
Juventude como prioridade governativa
O estadista reiterou que a juventude ocupa lugar central na agenda governativa, lembrando que o Executivo definiu este segmento como prioridade máxima.
“Nós, como Governo, definimos que a juventude é a prioridade número um da governação e também é uma prioridade presidencial”, afirmou Daniel Chapo.
Nesse contexto, destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local, sublinhando que cerca de 60 por cento dos recursos são destinados aos jovens, por se tratar de uma camada com “força activa, criatividade e capacidade empreendedora”.
O Presidente manifestou satisfação com os valores defendidos pelo CNJ, considerando que estes podem ajudar a combater a perda de referências éticas e morais na sociedade.
“Esta pátria é nossa, precisamos defendê-la”, disse o Presidente.
Chapo sublinhou que os jovens devem valorizar os sacrifícios que moldaram a identidade nacional e reforçar o patriotismo como elemento essencial da coesão social.
Apelo à solidariedade perante as cheias
Na parte final da sua intervenção, Chapo apelou à solidariedade juvenil face às cheias e inundações provocadas pelas chuvas intensas.
“Este é um momento em que temos que apelar a toda a juventude moçambicana à solidariedade”, afirmou Daniel Chapo.
O Presidente incentivou a doação de bens não perecíveis, como roupa e calçado, através das estruturas do CNJ, “do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico”.
Por seu turno, o presidente do CNJ, Kino Caetano, agradeceu o apoio do Governo às populações afectadas e informou que a nova direcção iniciou um processo de reorganização interna, com a criação de pelouros temáticos para reforçar a articulação associativa.
O CNJ reafirmou o seu compromisso em apoiar as vítimas nos centros de reassentamento e em servir de ponte entre os jovens e o Executivo, tanto na apresentação das preocupações como na divulgação das acções governamentais em curso.





