O Conselho de Administração do Banco Mundial manifestou solidariedade com a população moçambicana perante os impactos provocados pelas chuvas severas que afectam várias regiões do país, reconhecendo os desafios humanitários, sociais e económicos que o actual contexto impõe.
A posição foi expressa no âmbito da recente avaliação da situação de Moçambique, marcada por eventos climáticos extremos que agravam a vulnerabilidade das comunidades e pressionam as finanças públicas.
Aprovado novo Quadro de Parceria no valor de 450 milhões de dólares
No seguimento desse reconhecimento, o Conselho de Administração do Banco Mundial aprovou, na sessão realizada no dia 22 do corrente mês, um novo Quadro de Parceria com Moçambique (Country Partnership Framework – CPF) para o período de 2026 a 2031, com um envelope financeiro de 450 milhões de dólares norte-americanos.
Os recursos serão mobilizados através da Janela para Prevenção e Resiliência (Prevention and Resilience Window), um mecanismo orientado para apoiar países expostos a choques climáticos, fragilidades económicas e riscos de instabilidade.
O novo quadro estratégico coloca a resiliência e o crescimento económico inclusivo no centro da cooperação entre Moçambique e o Banco Mundial, estabelecendo um programa de cinco anos focado na criação de oportunidades económicas sustentáveis e na geração de mais e melhores empregos, com particular atenção à juventude.
A abordagem assenta no aproveitamento dos recursos naturais do país e da sua posição geográfica estratégica, enquanto procura mitigar riscos associados a choques climáticos e macroeconómicos.
Alinhamento com prioridades nacionais e foco em jovens e mulheres
O CPF está alinhado com as prioridades nacionais de aceleração da transformação económica, fortalecimento das instituições públicas e expansão das oportunidades para jovens e mulheres, considerados pilares essenciais para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.
A parceria reforça igualmente a necessidade de políticas públicas orientadas para a inclusão social e para o reforço da capacidade do Estado em responder a crises múltiplas.
Energia, agronegócio e turismo entre os sectores prioritários
Em articulação com os esforços do Governo para revitalizar os corredores económicos, o novo quadro de parceria prioriza investimentos nos sectores de energia, agronegócio e turismo, áreas consideradas estratégicas para dinamizar o crescimento económico e atrair investimento privado.
O programa inclui ainda acções destinadas ao desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada e ao reforço da estabilidade macrofiscal, factores vistos como determinantes para a sustentabilidade das reformas e para o aumento da confiança dos parceiros internacionais.





