A Primeira‑Dama da República, Gueta Selemene Chapo, recebeu em audiência representantes do Grupo China Jiangxi International Economic and Technical Cooperation (CJIC), Sucursal de Moçambique, com vista à mobilização de apoio solidário às populações afectadas pelas cheias e inundações que assolam várias regiões do país, no contexto das chuvas intensas registadas na presente época chuvosa.
A audiência enquadra‑se nos esforços de coordenação institucional e de reforço da resposta humanitária em curso, face aos impactos das intempéries que provocaram deslocação de famílias, destruição de infra‑estruturas e prejuízos económicos em diferentes pontos do território nacional.
Durante o encontro, a Primeira‑Dama destacou a importância do envolvimento do sector empresarial no apoio às vítimas das calamidades naturais, sublinhando que a solidariedade constitui um pilar fundamental para minimizar o sofrimento das comunidades afectadas.
À margem da audiência, o director‑geral do Grupo CJIC em Moçambique, Li Chengchun, manifestou a preocupação da empresa com a situação vivida no país, reafirmando a disponibilidade do grupo em apoiar os esforços do Governo moçambicano na resposta às cheias e inundações.
“Estamos muito preocupados com a situação que Moçambique está enfrentando neste momento”, declarou Li Chengchun.
Segundo o responsável, a presença do grupo junto do Gabinete da Primeira‑Dama visa expressar solidariedade e abertura para colaborar de forma activa na mitigação dos efeitos provocados pelas calamidades naturais.
“Hoje estamos aqui para expressar o interesse em colaborar com o Gabinete da Primeira‑Dama, oferecendo algum apoio ao Governo e ao país para superar este período”, afirmou Li Chengchun.
Apoio já em curso nas zonas afectadas
O director‑geral do Grupo CJIC revelou que a empresa já iniciou acções concretas de apoio humanitário em algumas regiões afectadas pelas chuvas, com destaque para a disponibilização de materiais essenciais.
“Até agora, já mobilizámos alguns materiais para Tete e Matola”, precisou Li Chengchun.
De acordo com a mesma fonte, o apoio do grupo será articulado com as entidades competentes, de modo a garantir que a ajuda chegue efectivamente às populações mais necessitadas.
Li Chengchun acrescentou que o processo de apoio continuará a ser discutido com as autoridades nacionais, estando previstas novas reuniões para definir os detalhes da colaboração.
“Teremos outra reunião para discutir os detalhes”, sublinhou o responsável.
A Primeira‑Dama reiterou o agradecimento pelas manifestações de solidariedade e encorajou o envolvimento contínuo do sector privado nas acções de assistência humanitária, defendendo que a união de esforços é essencial para enfrentar os desafios impostos pelas cheias e inundações e garantir apoio digno às populações afectadas.
Riscos sanitários nos centros de acomodação
O Presidente da República manifestou também preocupação com os riscos sanitários nos centros de acomodação, onde milhares de pessoas se encontram acolhidas, maioritariamente em escolas e salas de aula, em contextos de grande concentração populacional.
“É muita gente no mesmo sítio, podendo haver eclosão de doenças como a cólera, a malária e as diarreias, e as pessoas acabarem por perder a vida depois de serem salvas”, advertiu Daniel Chapo.
Segundo o Governo, a prevenção de surtos de doenças exige o reforço urgente do fornecimento de água potável, medicamentos e alimentos às populações deslocadas.





