Camponeses das zonas baixas do Romão e do Infulene enfrentam prejuízos significativos na sequência das inundações provocadas pelas chuvas intensas registadas nas últimas semanas. As águas galgaram campos agrícolas, destruindo culturas e colocando em risco a disponibilidade de produtos alimentares nesta época da campanha.
Os produtores relatam perdas severas em culturas hortícolas e alimentares, numa altura em que se aproxima o período habitual de colheita.
As cheias afectaram extensas áreas de produção, deixando canteiros completamente submersos por vários dias. Entre as culturas mais atingidas constam couve, alface, cebola, espinafre, folhas de abóbora e outras hortícolas destinadas tanto ao consumo familiar como à comercialização local.
A acumulação prolongada das águas comprometeu o desenvolvimento das plantas, resultando em perdas quase totais em algumas machambas.
Produtores relatam prejuízos acumulados
Os camponeses dizem que os danos causados pelas chuvas agravam dificuldades já existentes, relacionadas com os custos de produção e os efeitos das alterações climáticas.
A situação está a obrigar muitas famílias a interromper temporariamente as actividades agrícolas, enquanto aguardam a baixa do nível das águas para avaliar a possibilidade de recuperação de parte das áreas afectadas.
Com a destruição dos campos, vários produtores admitem que será necessário adquirir novas sementes e reorganizar os talhões de cultivo, processo que representa custos adicionais num contexto de escassez de recursos.
A expectativa é de que, com a melhoria das condições climáticas, seja possível relançar a produção, embora com impactos inevitáveis na produtividade desta campanha agrícola.
Autoridades avaliam danos no terreno
O administrador do distrito de Kavamota, Lomelindo Matavela, informou que decorre um levantamento detalhado para apurar a real dimensão dos prejuízos causados pelas intempéries nos campos agrícolas.
Segundo a fonte, após a avaliação serão accionados mecanismos de apoio aos produtores afectados, incluindo a disponibilização de equipamentos, sementes e outros insumos básicos, com vista à reposição gradual da capacidade produtiva.
As autoridades referiram ainda que serviços de extensão rural estão no terreno a prestar assistência técnica aos agricultores, acompanhando a situação e orientando sobre medidas de mitigação, reabilitação das áreas alagadas e adaptação às variações climáticas.
Apesar das perdas registadas, os produtores mantêm a esperança de recuperar parte da produção ao longo da presente campanha, dependendo da evolução das condições meteorológicas nas próximas semanas.





