O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, cancelou a sua deslocação a Davos, na Confederação Suíça, onde estava prevista a sua participação na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial, optando por permanecer no País para priorizar a resposta do Governo às cheias que afectam várias regiões de Moçambique.
A decisão surge num contexto marcado por chuvas intensas e inundações severas, com impacto significativo sobretudo nas regiões Sul e Centro, situação que levou o Governo a reforçar os mecanismos de emergência e a intensificar as operações de assistência às populações afectadas.
Segundo o Chefe do Estado, a opção por não viajar visa garantir uma liderança directa e próxima na gestão da crise, permitindo um acompanhamento permanente da evolução do quadro no terreno e uma coordenação mais eficaz da resposta institucional.
Prioridade à liderança no território nacional
Perante o agravamento da situação, o Governo mantém como prioridades absolutas a salvaguarda da vida humana, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade, a protecção de infra‑estruturas essenciais e a criação de condições para a recuperação e reconstrução das zonas atingidas pelas cheias.
Ao abdicar da presença num dos principais fóruns económicos globais, o Chefe do Estado sublinha a necessidade de garantir uma liderança próxima e permanente na gestão da crise humanitária, acompanhando a actuação das instituições do Estado e a evolução da situação nas zonas mais críticas.
“Reforçámos os meios aéreos. O resgate dos nossos compatriotas continua nas zonas mais críticas. Apelamos à união e à solidariedade de todos”, disse o Presidente.
Perante o agravamento do quadro no terreno, o Governo definiu como prioridades absolutas a protecção da vida humana, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade, a salvaguarda de infra‑estruturas essenciais e a preparação das acções de recuperação e reconstrução das áreas afectadas.
“A prioridade absoluta do Governo é proteger vidas humanas e assegurar assistência às famílias afectadas pelas cheias”, sublinhou Daniel Chapo.
As operações de busca, resgate e assistência humanitária prosseguem em várias regiões do País, envolvendo meios aéreos e fluviais, sob coordenação das instituições competentes.
Moçambique assegura representação em Davos
Apesar do cancelamento da deslocação presidencial, o Executivo garantiu que Moçambique continuará representado na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial, assegurando a participação do País nos debates internacionais de alto nível.
“Moçambique mantém a sua presença nos fóruns internacionais, sem nunca abdicar da responsabilidade de responder às emergências internas”, disse o Presidente.
A participação moçambicana em Davos mantém‑se alinhada com a estratégia de diplomacia económica do Governo, com enfoque no financiamento climático, na resiliência às mudanças climáticas, no desenvolvimento sustentável e na cooperação internacional.
Monitoria permanente da situação
Enquanto decorrem os trabalhos do Fórum Económico Mundial, o Governo continua a assegurar, no terreno, a resposta humanitária às populações afectadas, incluindo assistência às famílias deslocadas e monitoria permanente da situação hidrológica.
“O Governo continuará no terreno enquanto for necessário, porque a prioridade é não deixar ninguém para trás”, sublinhou Daniel Chapo.
Com esta decisão, o Presidente da República reafirma uma liderança assente na responsabilidade, na proximidade com os cidadãos e na prioridade conferida à resposta às emergências nacionais.





