O Governo, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), está a reforçar a assistência às famílias afectadas pelas chuvas intensas que continuam a provocar cheias, inundações e danos severos em várias zonas da província de Manica.
Segundo as autoridades locais, existem mantimentos suficientes para garantir apoio imediato a cerca de mil famílias, caso ocorram novas intempéries nos próximos dias. A informação foi avançada por Vernito Gonga, chefe do Departamento Técnico do INGD em Manica, que acrescentou que as intempéries já afectaram 1.683 famílias, correspondentes a 7.919 pessoas.
Gonga revelou ainda que 29 escolas ficaram danificadas e que decorrem levantamentos adicionais para avaliar o impacto total dos estragos provocados pelas chuvas. As autoridades estão igualmente preocupadas com a subida dos caudais dos rios Lucite e Mussapa, no distrito de Sussundenga, facto que elevou os níveis de alerta nas comunidades ribeirinhas.
INGD reforça prevenção e resposta
Manica conta actualmente com 152 Comités Locais de Gestão do Risco de Desastres, apoiados por equipas técnicas especializadas. Estes grupos desempenham um papel crucial na prevenção e na resposta a situações de emergência, sobretudo alertando as famílias que vivem em zonas de risco para se deslocarem atempadamente para locais seguros.
As previsões meteorológicas indicam a possibilidade de continuidade das chuvas, acompanhadas de ventos fortes, cenário que aumenta o risco de novos desastres.
O administrador distrital, Albano Muiambo, descreveu a situação como “desoladora”, referindo que, além das famílias afectadas, foram registadas destruições significativas de estradas, pontes e outras infra‑estruturas socioeconómicas.
“As chuvas também não deram tréguas ao sector agrícola”, lamentou, sublinhando que extensas áreas de cultivo foram completamente destruídas, colocando em risco a segurança alimentar local.
Autoridades apelam à prudência
Face ao agravamento da situação, o INGD apelou à população para manter a prudência, evitar travessias de rios ou caminhos inundados, e procurar abrigo seguro durante trovoadas. As autoridades reforçam ainda que a monitorização é contínua e que equipas no terreno têm estado a trabalhar para restabelecer vias de acesso e apoiar as famílias desalojadas.
Medidas preventivas, distribuição de alimentos, tendas e outros bens essenciais estão a ser implementadas de forma coordenada com o objectivo de estabilizar as zonas afectadas e minimizar o impacto sobre as comunidades.





