O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, manifestou ontem profunda solidariedade para com as populações afectadas pelas chuvas intensas que têm provocado cheias, inundações e perdas humanas em várias regiões do País. As declarações foram feitas momentos antes do balanço da sua visita de trabalho aos Emirados Árabes Unidos.
Logo no início da sua intervenção, o Chefe do Estado chamou a atenção para a severidade da actual época chuvosa, lembrando que os meses de Janeiro a Março são, por natureza, os mais críticos em Moçambique devido à localização geográfica do País.
“Permitam‑me que, antes de mais, enderece a nossa solidariedade às populações que estão neste momento a sofrer, vítimas de cheias e inundações desta época chuvosa”, afirmou o Presidente.
Impacto humano e destruição de infra‑estruturas
Daniel Chapo lamentou as vidas perdidas em consequência das chuvas torrenciais e destacou que as cheias estão a afectar o País como um todo, quer pelos danos humanos, quer pela destruição de bens essenciais.
“Estamos a perder um pouco por todo o País infra‑estruturas económicas e sociais, principalmente as vias de acesso”, sublinhou.
O Presidente detalhou que, além das estradas, as enxurradas têm destruído pontes, aquedutos, casas, escolas e unidades sanitárias, agravando a vulnerabilidade das comunidades.
“A água acaba destruindo as nossas estradas, as nossas pontes, os nossos aquedutos e, sobretudo, as casas das nossas populações, as escolas, os centros de saúde”, referiu.
Esforços do Governo e dificuldades enfrentadas
O Chefe do Estado reconheceu que o Governo tem estado a trabalhar na reposição das infra‑estruturas danificadas, mas admitiu que a natureza cíclica das chuvas e a sua intensidade dificultam a resposta imediata.
Segundo Daniel Chapo, as equipas no terreno estão a priorizar o restabelecimento da circulação nas zonas isoladas e a assistência humanitária às famílias que perderam bens e meios de subsistência.
O Presidente afirmou ainda que a vulnerabilidade do País às mudanças climáticas é hoje um dos maiores desafios nacionais, razão pela qual tem reforçado o apelo internacional para soluções de longo prazo.
“Este é um dos maiores desafios que o País tem, daí a nossa presença nesta Conferência de Sustentabilidade”, observou o Chefe do Estado, ligando a situação interna ao esforço diplomático para fortalecer a resiliência climática.
A intervenção presidencial termina com um apelo à união de esforços entre instituições públicas, comunidades e parceiros internacionais, de forma a minimizar o impacto humano e económico das cheias, sobretudo à medida que a época chuvosa avança.





