O Governo está a desenvolver acções para reforçar o combate à pesca ilegal, uma prática que tem resultado em perdas anuais estimadas em cerca de 70 milhões de dólares e em graves consequências para o ecossistema marinho. A iniciativa visa alinhar esforços entre o Estado, organizações da sociedade civil e comunidades costeiras para tornar a actividade cada vez mais sustentável.
Momade Juízo, secretário de Estado do Mar e Pescas, destacou recentemente, em Maputo, a necessidade de procedimentos mais concertados para enfrentar os desafios impostos à saúde do mar, desde a pesca ilegal à poluição marinha e à extinção de espécies protegidas.
“O Governo está a mobilizar recursos para dotar os pescadores artesanais de equipamentos que permitam uma pesca de pequena escala, elevando a actividade para o mar aberto e, deste modo, aliviar a pressão sobre a zona costeira e o ecossistema”, frisou Juízo.
Espécies ameaçadas e impacto ambiental
Segundo o Fórum das Organizações das Áreas Marítimas e Costeiras (FOSCAM), é urgente fortalecer a fiscalização pesqueira, sobretudo com a proibição do uso de redes de arrasto, associadas à degradação do ecossistema e à destruição de espécies marinhas protegidas.
“Em 2025, houve registos de desaparecimento de espécies de tubarões, incluindo o tubarão-martelo e o tubarão-tigre, devido à pesca predatória e à destruição do seu habitat”, alertou Tomás Langa, representante do FOSCAM.
O Governo anunciou um pacote de medidas que inclui a melhoria da capacidade de monitorização, rastreio e fiscalização das embarcações, bem como a adopção de tecnologias modernas para garantir maior segurança e reduzir riscos sanitários.
“Estas acções permitirão maior rigor na rastreabilidade das embarcações que fazem a actividade de pesca, assegurando que os recursos marinhos sejam explorados de forma sustentável e em conformidade com os padrões internacionais”, sublinhou Juízo.





