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Alunos do turno nocturno passam para ensino à distância em 2026

Alunos do ensino nocturno transitam para ensino à distância em 2026

Por Redacção Checka Moz.

O Governo decidiu que, a partir do ano lectivo de 2026, os alunos do ensino secundário que frequentam o turno nocturno nas instituições públicas passarão a ser atendidos na modalidade de ensino à distância, no quadro da reorganização do subsistema de educação geral.

A medida consta de um despacho do Ministério da Educação e Cultura e resulta da avaliação das limitações actuais do ensino nocturno, associadas a elevados custos de funcionamento, baixo aproveitamento pedagógico, riscos acrescidos de segurança e desajustamento face às novas exigências do sistema educativo e do mercado de trabalho.

De acordo com o documento, o ensino à distância, consolidado através do Instituto de Educação Aberta e à Distância (IEDA), apresenta-se como uma alternativa viável, segura e sustentável, permitindo maior eficiência na utilização de recursos, melhoria da qualidade pedagógica e maior equidade no acesso ao ensino para jovens e adultos trabalhadores.

Programa de Ensino Secundário à Distância

O despacho determina que as matrículas dos alunos anteriormente enquadrados no turno nocturno passem a estar vinculadas ao Programa de Ensino Secundário à Distância (PESD), cabendo às Direcções Provinciais de Educação, em coordenação com os serviços distritais e as escolas, assegurar a expansão dos Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA) nas escolas que ministram o ensino secundário.

Estes centros deverão dispor de condições técnicas e pedagógicas adequadas para apoiar os alunos e os professores-tutores, garantindo o acompanhamento regular do processo de ensino-aprendizagem na nova modalidade.

O diploma estabelece ainda que o novo regime entra oficialmente em vigor no início do ano lectivo de 2026.

Ao assinar o despacho, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, enquadrou a decisão no esforço de modernização do sistema educativo, visando responder de forma mais eficaz às necessidades dos estudantes que conciliam a escola com a actividade laboral, reforçando a qualidade, a segurança e a sustentabilidade do ensino público em Moçambique.

 

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