A Polícia da República de Moçambique expulsou 12 agentes das suas fileiras na sequência de processos disciplinares instaurados ao longo de 2025, envolvendo infracções consideradas graves, incluindo actos de corrupção passiva, abandono do posto de trabalho e outras violações do estatuto disciplinar da corporação.
Segundo dados avançados pelo comando da PRM, os processos resultaram de um total de 65 procedimentos disciplinares concluídos entre Janeiro e Novembro, no quadro do reforço dos mecanismos internos de controlo, educação cívica e responsabilização dos efectivos, com o objectivo de preservar a imagem institucional e a confiança pública na polícia.
Reforço da disciplina e da responsabilização interna
As autoridades policiais sublinham que a medida insere-se numa estratégia contínua de saneamento interno e de promoção de uma cultura de legalidade e ética profissional, num contexto de exigência acrescida sobre a actuação policial.
No período em análise, a PRM registou uma taxa de resposta policial de 99%, com esclarecimento da maioria dos casos criminais reportados. Em termos de criminalidade geral, foi observada uma redução de 11% dos casos, apesar do aumento de homicídios agravados. Os crimes de violência doméstica também apresentaram uma tendência de queda.
Visita ministerial reforça mensagem de rigor
Durante uma visita ao Comando Provincial da PRM, o Ministro do Interior, Manuel Rodrigues, reiterou a necessidade de rigor disciplinar, profissionalismo e proximidade com as comunidades, defendendo que o combate à indisciplina interna é determinante para melhorar a qualidade do serviço prestado à população.
A PRM reafirma que continuará a aplicar medidas disciplinares sempre que se verifiquem violações graves, garantindo que a corporação se mantenha alinhada com os princípios da legalidade, integridade e respeito pelos direitos dos cidadãos.





