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Combate à corrupção é decisivo para alcançar os ODS

Corrupção ameaça Objectivos Globais

Por Redacção Checka Moz.

A Directora do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Glória Adamo, afirmou que a corrupção continua a representar uma ameaça estrutural ao desenvolvimento sustentável, ao desviar recursos públicos, fragilizar as instituições do Estado e comprometer a confiança dos cidadãos nos serviços públicos.

A posição foi expressa esta segunda-feira, 15 de Dezembro, em Doha, capital do Qatar, durante a Décima Primeira Sessão Plenária da Conferência dos Estados-Parte da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (CoSP 11), que decorre até sexta-feira.

Corrupção compromete desenvolvimento e redução da pobreza

Na sua intervenção, Glória Adamo alertou para o impacto transversal da corrupção nos esforços de desenvolvimento económico e social, sublinhando que o fenómeno mina directamente as bases necessárias para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A corrupção é um inimigo silencioso e corrosivo do desenvolvimento. Ela desvia recursos essenciais, enfraquece as instituições públicas, reduz a confiança dos cidadãos e compromete os esforços colectivos de redução da pobreza e de promoção do desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Cooperação internacional como eixo central da resposta

A dirigente defendeu que o combate eficaz à corrupção exige uma actuação coordenada e baseada na cooperação internacional, reiterando a necessidade de reforçar a confiança mútua entre os Estados-Parte da Convenção.

“O reforço da colaboração entre os Estados-Parte é essencial para enfrentar crimes económicos e financeiros cada vez mais complexos, que ultrapassam fronteiras nacionais”, disse Glória Adamo.

Segundo explicou, Moçambique mantém-se disponível para partilhar experiências, boas práticas e estabelecer mecanismos de cooperação, tanto formais como informais, no quadro da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

Digitalização e capacitação técnica como prioridades

No seu discurso, a Directora do GCCC destacou a importância da digitalização dos serviços públicos como instrumento de prevenção da corrupção, ao reduzir a intervenção humana excessiva e aumentar a transparência administrativa.

“A aposta na digitalização dos serviços públicos, através do e-governance, constitui uma ferramenta fundamental para a prevenção da corrupção e para o reforço da integridade institucional”, esclareceu.

A responsável sublinhou ainda a necessidade de investir na formação especializada de quadros, com enfoque no rastreio, prevenção e investigação de crimes económicos e financeiros complexos.

Delegação moçambicana em Doha

A delegação de Moçambique à CoSP 11 integra igualmente a Inspectora Nacional do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Benedita Chabuca, a Directora Nacional de Estudos, Planificação e Cooperação, Aissa Aiuba, bem como assessores do Ministro.

A Conferência dos Estados-Parte da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção constitui o principal fórum global de avaliação, partilha de experiências e reforço da cooperação internacional no combate à corrupção, reunindo representantes governamentais, organizações internacionais e especialistas de todo o mundo.

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