O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou que Moçambique atravessa um momento decisivo da sua história democrática, marcado pela necessidade de reconstrução institucional, consolidação da estabilidade e implementação de uma visão clara de independência económica orientada para o desenvolvimento inclusivo.
Segundo o Chefe do Estado, ao assumir funções a 15 de Janeiro de 2025, na Praça da Independência, o país encontrava-se fragilizado por fissuras profundas que ameaçavam a sua estabilidade política, social e económica, exigindo respostas firmes, inteligentes e corajosas por parte do Estado.
Daniel Chapo comparou o país a uma casa que precisava de cuidados urgentes, reconstrução e renovação, sublinhando que essa casa pertence a todos os moçambicanos, residentes no território nacional e na diáspora, e deve ser fortalecida para garantir um futuro comum.
Promessas como contrato social com o povo
O Presidente recordou que, no discurso de investidura, assumiu publicamente um conjunto de compromissos que constituem hoje o alicerce ético e programático do seu mandato. Ao todo, foram anunciadas 96 promessas, organizadas em 12 compromissos centrais, com implicações políticas, económicas e sociais.
Segundo Daniel Chapo, estas promessas não representam apenas intenções políticas, mas um verdadeiro contrato social estabelecido com o povo moçambicano, cuja palavra de ordem tem sido “Vamos Trabalhar”, como expressão de uma governação orientada para resultados concretos.
Independência económica como visão estruturante
O Chefe do Estado explicou que a visão de independência económica define o rumo da economia nacional para os próximos anos, assente na produção interna de bens e serviços essenciais, na soberania sobre os recursos naturais, no equilíbrio da balança comercial e na diversificação económica.
Daniel Chapo sublinhou que Moçambique não pode continuar dependente da exportação de matérias-primas não transformadas, defendendo a criação de uma economia moderna, diversificada e competitiva, menos vulnerável a choques externos.
Três pilares para transformar o modelo económico
A visão de independência económica assenta em três pilares fundamentais:
Industrialização e cadeias de valor
O Presidente defendeu a necessidade de desenvolver cadeias de valor integradas e competitivas, capazes de gerar emprego qualificado, sobretudo para jovens e mulheres. Os sectores prioritários incluem agricultura, pecuária e pescas, energia, gás e recursos minerais, indústria transformadora, transportes e logística, turismo, infra-estruturas e economia digital.
Infra-estruturas modernas e inclusivas
Daniel Chapo destacou que o crescimento sustentável depende de infra-estruturas económicas sólidas, energia fiável, mobilidade eficiente, cidades bem planeadas e serviços sociais robustos. O investimento público, segundo afirmou, deve servir simultaneamente a competitividade económica e o bem-estar social.
Capital humano como principal activo nacional
O terceiro pilar, considerado o mais importante, centra-se nas pessoas. O Presidente afirmou que nenhuma transformação económica será sustentável sem investimento contínuo na formação de uma nova geração de quadros qualificados, criativos e preparados para responder às exigências de uma economia moderna.
Governação orientada pela escuta do povo
Daniel Chapo sublinhou que governar ouvindo o povo não é um slogan, mas um método. Ao longo dos primeiros meses de governação, o Executivo percorreu províncias, distritos, localidades e comunidades, recolhendo críticas, sugestões e expectativas que orientam as decisões políticas.
Segundo o Presidente, cada contacto com as populações reforça a convicção de que a estabilidade, o desenvolvimento e a independência económica só serão alcançados com inclusão, transparência e proximidade entre o Estado e os cidadãos.
Com esta visão, o Chefe do Estado reafirmou o compromisso de conduzir Moçambique por um caminho de reconstrução institucional, crescimento económico sustentável e justiça social, assente no trabalho, na responsabilidade e na confiança do povo moçambicano.





