Moçambique iniciou a revisão do modelo de formação de formadores no sector do turismo, com o objectivo de alinhar o ensino técnico-profissional aos padrões internacionais de qualidade e às exigências actuais do mercado de trabalho.
O processo foi analisado num evento realizado no quadro da elaboração da Estratégia Nacional da Educação Profissional 2026–2035, presidido pelo Secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional, Leo Jamal. O encontro teve como principais objectivos identificar fragilidades do sistema vigente e recolher contributos para melhorar a qualidade, a relevância e a sustentabilidade da formação.
A iniciativa enquadra-se igualmente num estudo de avaliação do sistema de formação de formadores no sector do turismo, considerado determinante para a competitividade da oferta turística nacional.
“É fundamental conceber uma estratégia nacional robusta que assegure formadores qualificados, capazes de responder às exigências actuais do mercado de trabalho. O reforço da formação de formadores é essencial para garantir a qualidade do ensino técnico-profissional em Moçambique”, afirmou Leo Jamal.
Segundo o governante, a modernização do modelo de formação constitui um passo estruturante para elevar os padrões do ensino e assegurar que os formandos adquiram competências ajustadas às dinâmicas económicas e sociais do país.
Turismo exige quadros alinhados a padrões globais
Por sua vez, o Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, sublinhou a importância de uma reflexão conjunta entre o Governo, as instituições de ensino e o sector privado, como condição para tornar o turismo moçambicano mais competitivo.
“A melhoria da oferta turística passa necessariamente pela qualificação dos recursos humanos e pelo alinhamento dos profissionais aos padrões internacionais”, disse Fredson Bacar.
O responsável destacou ainda o impacto directo da formação na qualidade dos serviços prestados ao longo da cadeia de valor do turismo.
“A capacitação adequada dos formadores terá impacto directo na qualidade dos serviços turísticos e na atractividade do país como destino”, explicou.
Processo participativo com apoio internacional
O evento foi promovido pela Direcção Nacional da Educação Profissional (DNEP), no âmbito da implementação do programa PRETEP PLUS, financiado pelo Governo Italiano.
A iniciativa reuniu representantes do Governo, instituições de ensino técnico e superior, empregadores, parceiros de cooperação e outros actores do sector, reflectindo uma abordagem participativa na construção de um sistema de formação mais moderno, sustentável e orientado para resultados.
A revisão do modelo de formação de formadores insere-se no esforço do Executivo para reposicionar o ensino técnico-profissional como motor de empregabilidade, crescimento económico e alinhamento do turismo moçambicano aos referenciais internacionais.





