O Secretário Permanente do Ministério da Defesa Nacional, Casimiro Mueio, afirmou que, no sector da Defesa, o combate à corrupção assume uma responsabilidade acrescida, por estar directamente ligado à confiança da sociedade, à eficácia operacional das Forças de Defesa, à transparência na gestão dos recursos públicos e à integridade de cada militar e funcionário.
A posição foi expressa no âmbito das celebrações do Dia Internacional de Prevenção e Combate à Corrupção, ocasião em que o dirigente alertou para os riscos específicos que este fenómeno representa para a Defesa Nacional.
Segundo Casimiro Mueio, a corrupção no sector da Defesa não se limita a uma infracção administrativa, constituindo igualmente uma ameaça directa ou indirecta à soberania e à estabilidade do país.
“No sector da Defesa, o nosso compromisso no combate à corrupção deve ser absoluto, inabalável e exemplar, trabalhando com unidade, visão e determinação, cumprindo com rigor as leis, os regulamentos e os códigos éticos”, afirmou Casimiro Mueio.
O Secretário Permanente sublinhou que a prevenção e o combate à corrupção exigem posturas firmes e coerentes, assentes no respeito pela legalidade e na responsabilidade individual e colectiva de todos os quadros do sector.
Cultura institucional e responsabilidade colectiva
Casimiro Mueio defendeu ainda que o combate à corrupção não depende apenas das instituições formais, mas sobretudo da cultura institucional e social que se constrói no quotidiano, considerando que a data deve servir como um momento de reflexão profunda sobre a conduta individual e colectiva.
“A prevenção da corrupção começa na consciência de cada um e na forma como exercemos as nossas funções no dia-a-dia”, disse.
No mesmo evento, a docente e pesquisadora da Universidade Joaquim Chissano, Marcela Guivala, definiu a corrupção como o uso de recursos públicos para interesses particulares, em prejuízo do interesse colectivo.
“A corrupção gera desconfiança pública, descrédito das instituições e dos seus membros, enfraquece a cooperação pública, reduz a qualidade dos serviços e mina a integridade institucional e territorial”, afirmou Marcela Guivala.
A académica sublinhou que a corrupção é um fenómeno transversal, que afecta as instituições, as políticas públicas e a justiça social, ampliando desigualdades e penalizando sobretudo os grupos mais vulneráveis da sociedade.
Juventude no centro da prevenção
Este ano, o Dia Internacional de Prevenção e Combate à Corrupção foi celebrado sob o lema “Unindo-nos aos jovens contra a corrupção: moldando a integridade do amanhã”, reforçando a importância do envolvimento das novas gerações na construção de uma cultura de integridade, ética e responsabilidade pública.





