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Balama recebe cinco milhões de dólares para desenvolvimento comunitário

Cinco milhões impulsionam Balama

Por Redacção Checka Moz.

As comunidades do distrito de Balama, na província de Cabo Delgado, vão beneficiar de um investimento de pouco mais de cinco milhões de dólares norte-americanos, no âmbito de um novo acordo de desenvolvimento comunitárioformalizado pela Twigg Exploration and Mining Limitada, empresa que explora o maior jazigo de grafite do mundo naquela região.

O acordo estabelece a aplicação dos recursos em cinco pilares de impacto directo, com enfoque na expansão da energia eléctrica, água e saneamento, infra-estruturas, mobilidade, geração de renda, empregabilidade local, desenvolvimento do capital humano e de negócios, conteúdo local e transferência de tecnologia.

Prioridades definidas pelas comunidades

O documento foi assinado na comunidade de Nete e determina que as prioridades de intervenção serão definidas pelas próprias comunidades beneficiárias, através de processos de auscultação local.

Para assegurar a implementação do acordo, será criado um Comité de Desenvolvimento Comunitário, composto por 80 membros, representando as comunidades abrangidas pelo projecto.

No quadro deste entendimento, o Governo local compromete-se igualmente a reforçar a integração regional de Balama, ligando o distrito a novos corredores económicos e consolidando o seu papel no desenvolvimento estratégico da província de Cabo Delgado.

Resultados de acordos anteriores

O novo acordo sucede a um compromisso firmado em 2017, avaliado em mais de quatro milhões de dólares, que permitiu a implementação de várias iniciativas comunitárias.

Entre os resultados alcançados destacam-se programas de formação profissional, construção de escolas, infra-estruturas de abastecimento de água e energia, bem como projectos de geração de renda, incluindo avicultura, agricultura e empreendedorismo.

De acordo com os dados avançados, cerca de 488 jovens beneficiaram de formação profissional no Centro de Formação Profissional local, construído pela Twigg Exploration Limitada. A empresa procedeu ainda à reabilitação de infra-estruturas públicas essenciais, como o aeródromo de Chipembe.

Retoma das operações após paralisação

A empresa retomou as suas operações quatro meses após uma paralisação que durou cerca de um ano, motivada por uma greve prolongada organizada por trabalhadores despedidos.

Segundo a administração da empresa, o período de inactividade resultou em prejuízos financeiros significativos, incluindo incumprimento de contratos com clientes e fornecedores, bem como danos reputacionais a nível nacional e internacional.

No âmbito da retoma, foi alcançado um entendimento com as comunidades, prevendo o pagamento de indemnizaçõesque variaram entre 100 mil e 200 mil meticais, em função das áreas agrícolas perdidas durante o processo de expansão da mina.

Desenvolvimento local e combate à pobreza

As autoridades locais referem que a paralisação das actividades contribuiu para o agravamento da pobreza no distrito, enquanto a retoma das operações e a implementação do novo acordo deverão impulsionar o desenvolvimento local, com impacto directo na construção de estradas, expansão da energia eléctrica, funcionamento de escolas e dinamização da economia distrital.

O acordo reforça, assim, o compromisso da empresa e das autoridades em promover um desenvolvimento integrado e sustentável das comunidades de Balama, assegurando que a exploração de recursos minerais se traduza em benefícios concretos e duradouros para a população local.

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