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Daniel Chapo quer acabar com a desordem e tornar o Porto da Beira mais eficiente

Daniel Chapo discursando no Porto da Beira

Por Redacção Checka Moz.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu a necessidade de impor ordem, coordenação e disciplina no funcionamento do Porto da Beira, considerando que a falta de articulação entre operadores e concessões continua a comprometer a eficiência de uma das mais importantes infra-estruturas logísticas do país.

Durante uma visita de trabalho à infra-estrutura portuária, o Chefe do Estado constatou que o Porto da Beira tem registado um crescimento significativo no movimento de cargas, incluindo combustíveis, carga geral e contentores, o que exige ganhos reais de eficiência operacional e novos investimentos estruturantes.

Apesar do avanço das obras da nova estrada de acesso ao porto, Daniel Chapo advertiu que a solução rodoviária, por si só, não resolve os problemas estruturais existentes.

“Temos várias concessões e vários operadores a investir de forma isolada, sem uma coordenação efectiva, o que não resolve o problema principal, que é a eficiência do Porto da Beira”, afirmou.

Plano Director e coordenação efectiva como solução

Para enfrentar o problema, o Presidente defendeu a elaboração urgente de um Plano Director de Desenvolvimento do Porto da Beira, capaz de orientar os investimentos de forma integrada, sustentável e disciplinada.

Segundo explicou, é igualmente necessária a criação de uma entidade com autoridade efectiva para gerir e fazer cumprir esse plano, assegurando a articulação entre o sector público, o sector privado, as empresas concessionárias e as instituições do Estado que operam no porto.

A falta de coordenação, sublinhou, tem contribuído para o congestionamento e para a perda de eficiência numa infra-estrutura que serve não apenas Moçambique, mas também vários países da região.

Pressão dos países do hinterland aumenta urgência

O Presidente destacou que as preocupações com a eficiência do Porto da Beira são recorrentes entre os países do hinterland, como o Zimbabué, o Maláui e a Zâmbia, que dependem deste corredor para o escoamento das suas mercadorias.

“Todos os nossos países amigos e irmãos da região reclamam a necessidade de aumentarmos a eficiência do Porto da Beira”, sublinhou.

Investimentos em curso exigem visão integrada

No quadro das soluções em implementação, o Chefe do Estado referiu que a nova estrada de acesso ao porto inclui um cruzamento desnivelado, concebido para reduzir o tempo de circulação dos camiões, e que está prevista a sua extensão até Mafambisse, onde será construído um centro logístico de referência regional.

Estão igualmente em curso investimentos para reforçar a capacidade operacional do porto, incluindo a aquisição de novas gruas de grande dimensão e outros equipamentos destinados a aumentar a produtividade dos terminais. Ainda assim, Daniel Chapo alertou que estes investimentos só produzirão resultados efectivos se forem enquadrados numa visão integrada e disciplinada de desenvolvimento portuário.

Porto da Beira como eixo estratégico regional

O Presidente reiterou que o futuro do Porto da Beira passa por uma gestão integrada, eficiente e orientada para resultados, capaz de responder às exigências do crescimento económico nacional e regional.

Com capacidade para manusear milhões de toneladas de carga por ano e com terminais modernos já em funcionamento, o Porto da Beira continua a afirmar-se como um eixo estratégico da logística regional, cuja eficiência é determinante para a competitividade de Moçambique e dos países vizinhos.

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