O partido ANAMOLA registou uma nova baixa relevante com a saída de Celso Carlos Chambeze, até aqui Coordenador-Geral da organização na República da África do Sul, que anunciou a sua desvinculação definitiva da formação política, alegando perda de confiança na liderança, falhas graves de disciplina interna e omissão institucional.
A decisão foi formalizada através de uma carta datada de 24 de Novembro de 2025, dirigida à Direcção Nacional do partido, na qual Chambeze solicita a desvinculação imediata e irrevogável de todas as funções e responsabilidades, afirmando que a sua permanência no ANAMOLA se tornou “insustentável”.
Denúncias internas sem resposta da liderança
Na carta de desvinculação, o antigo dirigente refere que, ao longo de seis meses, remeteu várias comunicações formais à Direcção Nacional, alertando para situações que considerava graves e contrárias aos princípios fundacionais do partido.
Entre as principais denúncias apresentadas constam a infiltração de elementos alheios aos valores do ANAMOLA, a violação sistemática dos estatutos, regulamentos internos e códigos de conduta, bem como a ausência de qualquer resposta institucional por parte da liderança.
Segundo Chambeze, esta falta de reacção configura uma “omissão grave no dever de zelo”, inviabilizando a construção de um ambiente interno compatível com padrões de transparência, responsabilidade e rigor organizacional.
Salvaguarda da integridade pessoal e institucional
Na fundamentação apresentada, Celso Chambeze sublinha que a decisão de abandonar o partido visa proteger a sua reputação pessoal e familiar, considerando que a continuidade das suas funções poderia comprometer a sua integridade moral e a percepção pública do seu desempenho.
“Não me é possível continuar a representar e a defender uma coordenação que não responde às legítimas preocupações dos seus quadros”, escreveu o ex-dirigente, justificando a impossibilidade de se manter no cargo.
No pedido submetido à Direcção Nacional do ANAMOLA, Chambeze solicita formalmente a aceitação imediata da sua saída de todas as funções e a emissão de uma declaração escrita que confirme a sua desvinculação total, com todos os efeitos legais.
O ex-coordenador manifesta ainda disponibilidade para entregar documentação adicional ou prestar esclarecimentos, caso a direcção do partido assim o entenda.
Instabilidade interna volta a expor fragilidades do partido
A saída de Celso Chambeze ocorre num contexto de instabilidade interna crescente no ANAMOLA, já marcado por denúncias públicas de divergências internas, contestação à liderança e perda de quadros considerados activos na estrutura partidária.
O pedido de desvinculação, ao detalhar alegadas falhas estruturais e de liderança, poderá intensificar o debate sobre a coesão interna do partido e o seu futuro político imediato.
Até ao momento, a Direcção Nacional do ANAMOLA não reagiu oficialmente às acusações nem ao pedido de saída apresentado pelo antigo coordenador.





