Moçambique deu um passo decisivo no reforço à protecção das mulheres, raparigas e crianças com o lançamento do Plano Nacional de Resposta à Violência Baseada no Género (VBG) no sector da saúde e do novo Guia de Bolso Visual de VBG, numa cerimónia que reuniu o Ministério da Saúde (MISAU) e diversos parceiros de cooperação.
O evento marca o início de uma estratégia nacional mais robusta para melhorar a identificação, o acolhimento e o encaminhamento de sobreviventes de violência, fortalecendo o papel dos serviços de saúde como ponto de entrada fundamental na resposta integrada à VBG.
Guia de Bolso vai apoiar profissionais de primeira linha
O novo Guia de Bolso Visual foi desenvolvido para equipar profissionais de saúde e voluntários comunitários com ferramentas práticas que facilitem:
a identificação precoce de sinais de violência;
a prestação de apoio psicológico inicial;
o encaminhamento seguro e rápido para serviços especializados;
a comunicação sensível e centrada na dignidade da pessoa sobrevivente.
O instrumento pretende uniformizar procedimentos em todo o País e garantir que qualquer sobrevivente, independentemente da sua localização, receba cuidados adequados e humanizados.
UNICEF reafirma compromisso com a protecção das raparigas, mulheres e crianças
A iniciativa conta com o apoio técnico e institucional de vários parceiros. Entre eles, o UNICEF, que destacou a importância da resposta integrada e da actuação coordenada entre saúde, protecção social, educação, polícia e organizações comunitárias.
Segundo a organização, reforçar a capacidade do sector da saúde é essencial para quebrar ciclos de violência.
O UNICEF sublinhou que se orgulha de fazer parte deste esforço nacional, contribuindo para que cada sobrevivente tenha acesso a protecção, dignidade e cuidados de qualidade.
O lançamento do Plano Nacional de Resposta à VBG no sector da saúde representa um avanço na construção de mecanismos mais eficazes, sensíveis e integrados de prevenção e resposta à violência baseada no género.
Com este plano, o País consolida:
uma abordagem centrada na sobrevivente;
padrões claros de actuação clínica e psicossocial;
maior integração entre sectores;
ferramentas práticas de apoio aos profissionais;
compromisso governamental e institucional com a eliminação da violência contra mulheres e raparigas.
A medida é considerada um passo essencial rumo a uma resposta mais forte, humana e eficaz à violência baseada no género em Moçambique.





