Moçambique vai reforçar, em 2026, o investimento na capacitação de jovens, prevendo a formação de 16.400 estudantesem cursos técnico-profissionalizantes, segundo as Considerações Finais sobre o Plano Económico, Social e Orçamento do Estado (PESOE) apresentadas pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, na Assembleia da República.
A medida integra o pilar de Transformação Social e Demográfica, que continuará a ser uma das prioridades máximas do Governo no próximo ano, com o sector da educação a receber parte significativa dos recursos destinados ao desenvolvimento humano.
Ao apresentar o documento, a Primeira-Ministra recordou que a proposta de orçamento para 2026 reserva 29,1% das despesas do Estado aos sectores de educação, saúde e protecção social, reforçando o compromisso de garantir acesso equitativo aos serviços básicos e de reduzir desigualdades.
“Reafirmamos que os sectores relativos ao desenvolvimento humano: educação, saúde e protecção social continuarão no centro da nossa atenção em 2026”, afirmou Maria Benvinda Levi.
Entre as acções previstas para o sector da educação destacam-se:
formação de 16.400 jovens em cursos profissionalizantes;
fornecimento de cerca de 800 mil lanches escolares aos alunos do ensino primário e básico;
apetrechamento de um Instituto do Ensino Técnico Profissional;
acreditação de quatro Instituições do Ensino Superior.
Estas intervenções pretendem melhorar a qualidade da formação e criar novas oportunidades para jovens que procuram inserção no mercado de trabalho ou auto-emprego.
Capital humano como motor da redução da pobreza
A Primeira-Ministra sublinhou que o aumento das qualificações técnicas é essencial para impulsionar a produtividade nacional e acelerar a diversificação económica.
“Estamos convictos de que sob a liderança de Sua Excelência Daniel Francisco Chapo, Presidente da República, o Governo continuará firme na prioridade de reformar os serviços públicos e de criar melhores condições para o aumento da produção e produtividade em todos os sectores.”
O reforço do ensino técnico-profissional é considerado pelo Executivo como um dos mecanismos mais eficazes para:
ampliar oportunidades económicas para jovens;
responder às necessidades de mão-de-obra qualificada;
reduzir desigualdades territoriais;
promover o desenvolvimento local.
Maior ligação entre formação e empregabilidade
O PESOE 2026 aponta ainda para o fortalecimento da ligação entre instituições de formação e sectores produtivos, de forma a garantir que os currículos respondam às necessidades tecnológicas, industriais e de serviços.
O Governo acredita que o investimento contínuo em formação profissional permitirá estimular sectores estratégicos, como agricultura, indústria, infra-estruturas e energia, e criar novas dinâmicas de empregabilidade juvenil.
Ao encerrar a apresentação das considerações finais, a Primeira-Ministra apelou ao envolvimento de todos os actores nacionais na consolidação da paz, estabilidade e coesão social, condições essenciais para garantir que os investimentos no capital humano tenham impacto sustentável.
“Sem paz e estabilidade não iremos registar recuperação económica nem melhorar a qualidade dos serviços públicos. O alcance deste desíderato de interesse nacional requer o envolvimento de todos nós.”
A formação dos 16.400 jovens representa, assim, um dos compromissos mais relevantes do Governo para assegurar um futuro mais promissor, competitivo e inclusivo para o país.





