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Moçambique unido contra o SIDA com foco nas metas 95-95-95 até 2025

Por Redacção Checka Moz.

Moçambique assinalou o Dia Mundial de Luta contra o SIDA com um forte apelo nacional para acelerar a prevenção, o tratamento e a eliminação do estigma, mantendo como principal referência as metas globais 95-95-95 até 2025. A cerimónia central, dirigida pela Primeira-Ministra Maria Benvinda Delfina Levi, destacou os avanços alcançados, os desafios persistentes e as medidas que irão orientar a resposta nacional ao HIV/SIDA nos próximos anos.

No seu discurso, a chefe do Governo frisou que o país registou progressos notáveis, mas que a epidemia continua a ser um dos maiores desafios de saúde pública:

“O combate a esta epidemia é a luta de todos nós pela dignidade humana e pelo futuro do nosso país.”

A Primeira-Ministra apresentou os resultados alcançados até Setembro de 2025, sublinhando que o país está muito próximo das metas estabelecidas pela UNAIDS:

  • 87% das pessoas que vivem com HIV conhecem o seu estado serológico;

  • 95% das pessoas que conhecem o seu estado estão em tratamento anti-retroviral;

  • 91% das pessoas em tratamento têm carga viral suprimida.

A meta 95-95-95 implica atingir:
95% de pessoas que conhecem o seu estado serológico,
95% em tratamento,
e 95% com carga viral suprimida.

Segundo a dirigente:

“Com estes resultados, o nosso país está próximo das metas globais 95-95-95.”

Quase 2 milhões de pessoas em tratamento: um dos maiores programas da região

Cerca de 2 milhões encontram-se actualmente em tratamento anti-retroviral, posicionando Moçambique entre os maiores programas de tratamento do mundo.

A Primeira-Ministra destacou o papel essencial dos profissionais de saúde, das comunidades e dos parceiros:

“O empenho dos profissionais de saúde, das comunidades e do apoio dos parceiros é determinante para a nossa resposta nacional.”

Apesar dos progressos, o país continua a enfrentar novas infecções, sobretudo entre adolescentes e jovens.
Em 2024, Moçambique registou cerca de 92 mil novas infecções, das quais 34% ocorreram em adolescentes e jovens. Para cada nova infecção em rapazes dos 15–24 anos, houve três novas infecções em raparigas adolescentes e mulheres jovens da mesma faixa etária, sinal da vulnerabilidade acentuada deste grupo.

A Primeira-Ministra alertou:

“Estes números são uma chamada de atenção da magnitude do desafio que ainda enfrentamos.”

Educação sexual, testagem e modelos inovadores: prioridades reforçadas

O Governo compromete-se a continuar a fortalecer políticas de prevenção, com base em quatro eixos principais:

1. Educação sexual para mais de 7 milhões de estudantes

O Executivo ampliará programas escolares de prevenção, saúde sexual e reprodutiva.

2. Expansão do auto-teste do HIV

Para abranger populações de difícil alcance.

3. Novos modelos de tratamento (3, 6 e 12 meses)

Dispensa comunitária, redução de barreiras de estigma e discriminação, entrega de medicamentos em modalidades diferenciadas.

4. Mais testagem e cobertura nas províncias com maior incidência

Um investimento directo na equidade territorial.

Protecção dos mais vulneráveis como eixo humanitário central

A abordagem nacional continuará centrada na assistência a:

  • crianças,
  • raparigas adolescentes,
  • mulheres jovens,
  • populações-chave que enfrentam estigma e violência.

A Primeira-Ministra reiterou:

“A nossa visão é assegurar um empoderamento das mulheres e raparigas, fortalecer a protecção social e garantir que cada cidadão viva com dignidade e esperança.”“O HIV/SIDA ainda não acabou. O combate a esta epidemia é a luta de todos nós pela dignidade humana e pelo futuro do nosso país.”“Vamos todos engajar-nos e contribuir para acabar com o HIV/SIDA como ameaça de saúde pública até 2030.”

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