O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Millennium BIM, Moisés Jorge, afirmou que a inclusão financeira, a valorização dos jovens e o reforço do capital humano moçambicano serão prioridades estratégicas do banco nos próximos anos. A posição foi apresentada durante a cerimónia que assinalou os 30 anos de operação do Millennium BIM em Moçambique, um marco que o PCA classificou como “decisivo” para reafirmar o compromisso da instituição com o país e com o desenvolvimento económico nacional.
Segundo Moisés Jorge, o banco pretende fortalecer a sua presença junto das famílias, das pequenas e médias empresas e dos jovens empreendedores, apostando em produtos financeiros orientados para a inclusão, para a educação financeira e para a sustentabilidade social.
“Somos um banco de pessoas para pessoas”, afirmou o PCA
Ao recordar a evolução do banco desde a sua fundação, Moisés Jorge destacou o carácter nacional da instituição e o compromisso com o atendimento universal.
“Somos um banco de pessoas para pessoas. Muitos dizem que o BIM é um banco do povo, e somos, com muito orgulho, porque é um banco feito pelas pessoas para resolver problemas de pessoas”, afirmou Moisés Jorge.
O PCA sublinhou que o Estado moçambicano continua a ser um accionista central na estrutura do banco, garantindo estabilidade e permitindo que a instituição mantenha um foco permanente na inclusão financeira e no acesso aos serviços bancários por todos os segmentos da sociedade.
“Sou obcecado por atrair, reter e desenvolver os jovens”, destacou Moisés Jorge
No seu discurso, o PCA dedicou especial atenção ao papel da juventude na estratégia futura da instituição, reforçando a necessidade de capacitação e inserção profissional.
“Eu sou obcecado por atrair, reter e desenvolver os jovens. Essa é a nossa missão para fazermos deste banco um banco moçambicano, para os moçambicanos e com longa vida”, explicou.
Moisés Jorge destacou ainda a transformação interna do banco ao longo das últimas décadas: a percentagem de mulheres no quadro de pessoal passou de 24% para 53%, e a composição de colaboradores moçambicanos subiu de 71% para mais de 99%, reforçando o compromisso da instituição com o talento nacional.
Distribuição de dividendos e contributo fiscal
Nos últimos cinco anos, o Millennium BIM distribuiu cerca de 450 milhões de dólares em dividendos, grande parte dos quais revertendo para o Estado moçambicano, accionista de referência da instituição.
“Pagámos impostos nos últimos cinco anos aproximadamente de 300 milhões. É uma boa contribuição”, afirmou o PCA.
A instituição reafirmou que continuará a adoptar políticas rigorosas de transparência, responsabilidade fiscal e investimento em sectores estratégicos para a economia nacional.
Recrutamento jovem e expansão da inclusão financeira
O PCA garantiu que o banco vai reforçar o recrutamento de jovens, a modernização tecnológica e os programas de educação financeira como pilares da sua estratégia.
“Não há outra forma de desenvolver este banco sem contarmos com os jovens e sem investirmos nos jovens”, afirmou Moisés Jorge.
A estratégia inclui programas de formação interna, mentoria, integração laboral e reforço dos serviços digitais, com o objectivo de acelerar a modernização do sistema financeiro e garantir maior inclusão económica.
Compromisso com Moçambique e com os próximos 30 anos
No encerramento da cerimónia, o PCA reafirmou o compromisso institucional do Millennium BIM com o desenvolvimento nacional:
“O BIM faz parte da solução e não dos problemas. Daqui a 30 anos estaremos juntos”, afirmou Moisés Jorge.
O dirigente destacou que o banco continuará a desempenhar um papel de parceiro fiável do Estado, das empresas e das famílias moçambicanas, contribuindo para um sistema financeiro mais inclusivo, moderno e orientado para o futuro.





