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Chapo anuncia avanços energéticos e pede mais investimento produtivo

Chapo anuncia avanços energéticos e reforça apelo ao investimento

Por Redacção Checka Moz.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou, esta quinta-feira, os progressos recentes no sector energético e apelou ao reforço do investimento produtivo, sobretudo em sectores estratégicos como energia, agricultura, indústria, comércio, turismo e transformação digital. A intervenção ocorreu durante o encerramento da conferência Visão M, organizada pelo Millennium BIM, no âmbito das celebrações dos 30 anos da instituição bancária.

Chapo afirmou que Moçambique vive um momento determinante para consolidar o crescimento económico e posicionar-se de forma competitiva no novo contexto geopolítico global.

“Temos de nos posicionar com visão ousada”

O Chefe de Estado referiu que as transformações globais exigem que países emergentes sejam mais activos na captação de investimento, principalmente em sectores de impacto directo no desenvolvimento nacional.

“O tema geopolítico das economias emergentes e as prioridades para Moçambique não é apenas pertinente, é urgente. É preciso crescer com visão partilhada, alinhados com o contexto global e conscientes de que a nova geoeconomia mundial está cheia de riscos, mas também de oportunidades para quem souber ler os sinais”, afirmou.

Chapo destacou que as decisões sobre energia, investimento e comércio são hoje “variáveis estratégicas” e que Moçambique deve acelerar o seu posicionamento regional e internacional.

Energia: 450 MW de Temane representam a maior central construída desde a independência

O Presidente anunciou progressos concretos em projectos energéticos estruturantes, essenciais para reforçar a segurança e a autonomia energética do país.

“Neste momento estamos a concluir os 450 MW em Nhambane, que é a maior central eléctrica construída depois da independência”, disse.

O Chefe de Estado acrescentou que a linha de transporte de Temane para Maputo já está concluída, permitindo maior estabilidade no abastecimento eléctrico ao Grande Maputo e criando capacidade adicional para exportação.

“A linha de transportes de Temane para Maputo já está pronta, não só para o reforço de quantidade e qualidade de energia eléctrica na cidade de Maputo e Grande Maputo, mas também para protecção de energia eléctrica para a África do Sul”, explicou.

Chapo sublinhou ainda o potencial em hidroeléctricas, gás, eólicas e energia solar, posicionando Moçambique como futura potência energética regional.

“O mundo vive uma crise energética e Moçambique tem soluções”

Num contexto global marcado por escassez de energia, o Presidente destacou que o país dispõe de recursos estratégicos para responder à procura internacional.

“Temos recursos hídricos para construção de hidroeléctricas. Temos gás e, com gás, podemos produzir várias centrais eléctricas. Mas também podemos construir centrais eólicas e centrais solares”, afirmou.

Apelo directo ao sector privado: mais produção e mais investimento

Chapo dirigiu-se aos empresários nacionais e internacionais presentes na conferência, elogiando o seu papel na economia.

“São empresários que investem, produzem, empregam, pagam impostos e inovam com confiança”, disse.

Reforçou ainda que o Governo está comprometido com a criação de condições para atrair mais investimento produtivo, com foco em emprego digno para jovens e mulheres.

“Vedes parceiros indispensáveis para o crescimento, para o desenvolvimento e para a diversificação da nossa economia e para a geração de empregos dignos para o nosso povo”, afirmou.

Chapo defende inserção activa na economia global

O Presidente explicou que a participação de Moçambique em fóruns económicos internacionais e encontros de alto nível visa posicionar estrategicamente o país.

“Daí as nossas viagens pelo mundo. África faz parte do mundo e Moçambique faz parte da geopolítica e tem de se posicionar”, sublinhou.

Chapo insistiu que o país não pode permanecer passivo perante a reorganização das cadeias globais de valor, a transição energética e as novas dinâmicas de investimento internacional.

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