O Governo expulsou cerca de 20 trabalhadores do sector da saúde por envolvimento directo ou indirecto no desvio de medicamentos, anunciou o Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a Conferência Nacional sobre o Combate à Corrupção, em Maputo.
Segundo o ministro, os casos foram detectados através de investigações internas e envolvem funcionários de várias províncias.
“O nosso compromisso é inequívoco: quem cometer actos de corrupção será devidamente responsabilizado,” afirmou Ussene Isse.
Casos de furto e venda ilegal motivam expulsões
As investigações identificaram furto de medicamentos, venda ilegal, manipulação de stocks e uso indevido de armazéns públicos.
Ussene Isse alertou que estes actos prejudicam o funcionamento das unidades sanitárias e afectam directamente os utentes.
“Queremos um Estado que funcione com transparência, que preste contas e que use cada metical do erário público com responsabilidade,” disse.
O ministro sublinhou que a expulsão destes trabalhadores tem igualmente um efeito dissuasor, reforçando a mensagem de que o sector da saúde não tolera desvios que comprometam o acesso a medicamentos essenciais.
Controlo reforçado e tolerância zero
O Ministério da Saúde está a intensificar os mecanismos de controlo interno, com foco em:
auditorias regulares e surpresa;
monitorização digital de stocks;
cruzamento de dados entre unidades sanitárias;
acções de formação em ética e integridade.
“Estamos a fortalecer os mecanismos de prevenção para que o desvio de medicamentos não volte a acontecer,” explicou Ussene Isse.
O ministro reiterou que a moralização do sector público continua a ser uma prioridade:
“Quem cometer actos de corrupção será responsabilizado. O tempo de impunidade terminou.”
O Governo defende que a disciplina institucional e a responsabilização efectiva são fundamentais para garantir que os recursos públicos servem exclusivamente a população.





