O Zimbabwe destacou, este sábado, em Maputo, a dinâmica de cooperação económica que Moçambique tem vindo a impulsionar sob a liderança do Presidente Daniel Francisco Chapo. A posição foi manifestada pelo Presidente Emmerson Dambudzo Mnangagwa durante o Fórum de Negócios Moçambique–Zimbabwe, um encontro que reuniu empresários e governantes dos dois países para transformar o potencial bilateral em parcerias concretas.
Os dois Chefes de Estado defenderam uma cooperação mais robusta, assente no investimento privado, na valorização das cadeias produtivas e no reforço dos corredores de desenvolvimento, com enfoque na agricultura, energia, logística, turismo e industrialização.
Ao dirigir-se aos participantes, o Presidente Chapo sublinhou a importância estratégica da relação bilateral:
“Somos dois países irmãos, que as trocas comerciais são extremamente importantes para o desenvolvimento dos nossos dois países.”
— Daniel Chapo
Agricultura e energia como motores da complementaridade
O Chefe do Estado destacou a agricultura como pilar central do investimento conjunto:
“A primeira é a agricultura, que é a base do nosso desenvolvimento. Nós temos terras aráveis, os nossos irmãos zimbabweanos têm conhecimento, têm tecnologia, têm experiência no desenvolvimento da agricultura.”
— Daniel Chapo
Na área de energia, o Presidente reforçou a importância de projectos estruturantes:
“Então, é uma oportunidade ímpar para os nossos irmãos zimbabwianos investirem em Moçambique neste sector e poderem exportar energia eléctrica de Moçambique para países vizinhos, mas principalmente para o Zimbabwe.”
— Daniel Chapo
O turismo foi igualmente destacado como sector de elevado potencial. Chapo realçou que Moçambique dispõe de uma “costa de cerca de 2.700 quilómetros de praia, ilhas bonitas”, além de parques e reservas naturais, factores que reforçam a atractividade para o investimento turístico.
Mnangagwa elogia ganhos da cooperação e destaca governação de Chapo como parceira estável
O Presidente Emmerson Mnangagwa afirmou que a cooperação económica entre os dois países deve traduzir-se em benefícios concretos para as populações:
“É importante que os nossos esforços colectivos permitam alcançar maior valor para os nossos produtos primários, ao mesmo tempo que geramos emprego sustentável, promovemos o empoderamento e impulsionamos a criação de riqueza.”
— Emmerson Mnangagwa
O estadista referiu também que a integração regional constitui um pilar estratégico para o Zimbabwe e destacou Moçambique como parceiro essencial:
“O Zimbabwe é um país sem litoral, mas com Moçambique não nos sentimos enclausurados.”
— Emmerson Mnangagwa
As declarações foram interpretadas como reconhecimento directo da estabilidade política, da visão estratégica e da disposição de Moçambique — sob a governação de Chapo — para reforçar a cooperação regional, modernizar infra-estruturas e dinamizar a economia.
Mnangagwa destacou igualmente as reformas em curso no seu país para reduzir custos de comércio, harmonizar padrões e eliminar barreiras não-comerciais, com o objectivo de estimular uma integração económica mais profunda entre os dois países.
Sector privado chamado a liderar o desenvolvimento
O Presidente do Zimbabwe apelou a uma participação mais activa do sector privado na dinamização dos investimentos cruzados:
“O Zimbabwe acolhe investimentos provenientes de Moçambique e encoraja as empresas zimbabueanas a aproveitarem as oportunidades existentes em Moçambique, e vice-versa.”
— Emmerson Mnangagwa
O estadista concluiu defendendo que Moçambique e Zimbabwe devem actuar “com unidade de propósito” para alcançar os seus objectivos económicos e sociais.
O Fórum de Negócios encerrou com o compromisso de aprofundar as reformas logísticas, modernizar os corredores da Beira e do Limpopo e acelerar projectos estruturantes que promovam o crescimento partilhado.
Ao longo do encontro, a governação do Presidente Daniel Chapo foi reiteradamente valorizada pela estabilidade institucional, visão estratégica e capacidade de atrair investimento regional, factores que reforçam o papel de Moçambique na integração económica da África Austral.





