O grupo sul-africano Singita pretende investir 102 milhões de dólares no desenvolvimento turístico da Ilha de Santa Carolina, na província de Inhambane, no âmbito de uma parceria público-privada com o Instituto Nacional do Turismo (Inatur).
Segundo o responsável do grupo, o Estado moçambicano não fará qualquer investimento financeiro, entrando na parceria apenas com a concessão da ilha por 25 anos.
O projeto prevê a construção de um empreendimento turístico com 60 camas, avaliado em 60 milhões de dólares, e outros 42 milhões destinados a iniciativas adicionais no Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto.
De acordo com os documentos consultados, o investimento será feito com capitais próprios ao longo de cinco anos, criando 240 empregos diretos e 260 indiretos, além de elevar a oferta turística de luxo na província para 145 camas.
A Singita apresenta o projeto como um modelo de turismo ecológico e sustentável, com foco na preservação ambiental. Entre as iniciativas previstas estão programas de restauração de recifes de coral e mangais, valorização dos ecossistemas naturais e integração da comunidade local.
O grupo quer ainda instalar um Centro de Investigação Marinha em Vilankulo, destinado a apoiar projetos comunitários de conservação, monitorização ambiental, educação e investigação científica.
O Inatur já havia anunciado a adjudicação do projeto ao Singita, que opera 19 empreendimentos em quatro países africanos. O Governo reforçou, em julho, a intenção de dinamizar economicamente Santa Carolina, depois de cancelar uma concessão anterior que ficou mais de seis anos sem avanços.
A Singita já tinha manifestado, em junho, a intenção de construir até três hotéis no arquipélago de Bazaruto, numa proposta apresentada ao Presidente da República, Daniel Chapo.





