Os sectores do comércio e da agricultura destacaram-se como os mais procurados na primeira fase do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), concentrando mais de metade das candidaturas apresentadas em 2025.
Os dados foram divulgados pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a sua intervenção na Assembleia da República, a 6 de Novembro de 2025.
“O FDEL está a transformar ideias em oportunidades e a despertar a energia produtiva do nosso povo”, afirmou o ministro. “O número de projectos recebidos mostra que os moçambicanos acreditam na descentralização como via para gerar emprego e rendimento”.
Mais de 58 mil projectos nos dois sectores
Do total de 112.197 propostas submetidas em todo o país, 35.501 pertencem ao comércio e 23.365 à agricultura, representando 52% das candidaturas.
Os números confirmam o peso destas actividades na vida económica das comunidades, com destaque para o comércio de produtos agrícolas, a transformação alimentar, a produção familiar e o micro-comércio urbano.
Além desses sectores, o FDEL registou ainda 8.556 projectos em avicultura, 7.839 em serviços e 6.095 em pecuária, demonstrando o alargamento das iniciativas económicas comunitárias.
“Estamos a assistir ao nascimento de uma economia de proximidade, onde os cidadãos se tornam actores centrais da produção e do comércio local”, destacou Valá.
FDEL transforma a produção local em motor de crescimento
Os resultados iniciais indicam que o FDEL está a revitalizar as economias distritais, com impacto directo na geração de emprego, aumento da produção alimentar e fortalecimento do comércio interno.
Pequenos produtores e comerciantes estão a utilizar o fundo para expandir hortas, abrir armazéns, melhorar transporte de bens e formalizar negócios de pequena escala.
O Governo prevê que, até 2027, o FDEL ajude a reduzir o desemprego para 14,7% e a elevar o crescimento económico para cerca de 6%, consolidando o papel das economias locais na estratégia nacional de desenvolvimento.





