Durante o painel dedicado aos 10 anos do Acordo de Paris, o Presidente Daniel Francisco Chapo alertou que a limitação no acesso ao financiamento climático “continua a comprometer a capacidade de acção dos países mais vulneráveis, como Moçambique”.
A intervenção reforçou a necessidade de uma maior determinação global e uma justiça climática efectiva, centrada na equidade e no princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas.
“O mundo precisa de empreender mais esforços para construir maior resiliência”, sublinhou o Chefe de Estado, enfatizando que “os países africanos não podem continuar a ser penalizados por um problema que não criaram”.
Chapo explicou que Moçambique definiu cinco objectivos fundamentais para a sua participação na COP30:
- Promover o país como centro energético de fontes renováveis, alinhado com uma transição energética justa;
- Renovar os compromissos no quadro do Acordo de Paris;
- Partilhar acções em curso de adaptação, mitigação e resiliência;
- Mobilizar financiamento e tecnologias para políticas climáticas;
- Defender os interesses de Áfricana gestão de riscos de desastres, assumindo o papel de Campeão da União Africana nesta área.
A participação moçambicana consolidou-se, assim, como um exercício de liderança africana na diplomacia climática, combinando defesa ambiental com diplomacia económica.
“O nosso capital natural é a base do desenvolvimento sustentável. O desafio é transformá-lo em riqueza colectiva sem comprometer as gerações futuras”, afirmou Chapo.
O Presidente concluiu assegurando que Moçambique continuará a trabalhar para “garantir financiamento, tecnologia e parcerias que permitam consolidar a adaptação climática e o desenvolvimento sustentável do país”.





