O sector agrário moçambicano continua a consolidar o seu papel estratégico na transformação estrutural da economia, com destaque para os progressos registados no âmbito da assistência e extensão rural durante o terceiro trimestre de 2025.
De acordo com o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), foram assistidos 1.015.459 agregados familiares, o que representa 87% da meta planificada, e 389.432 famílias integradas em novas tecnologias agrícolas, ultrapassando o objectivo inicial previsto para o período. Os resultados refletem o reforço das políticas públicas voltadas à modernização da agricultura e à melhoria das condições de vida das comunidades rurais. A introdução de tecnologias agrárias em larga escala tem permitido aumentar a produtividade, reduzir perdas pós-colheita e melhorar o rendimento familiar.
As acções abrangeram todas as províncias do país, com destaque para Cabo Delgado (67.780 famílias), Niassa (67.836), Nampula (67.410), Zambézia (42.943) e Tete (54.880), que lideram na adopção de práticas inovadoras de cultivo e gestão agrícola. Em regiões como Manica, Sofala e Inhambane, a introdução de tecnologias adaptadas ao contexto local contribui para a resiliência climática e o uso eficiente dos recursos naturais. Para garantir a sustentabilidade destas acções, o Governo tem investido na capacitação dos extensionistas e na distribuição de kits de trabalho, o que permite uma assistência técnica mais próxima e eficaz às comunidades produtoras. No mesmo periodo, foram capacitados 1.423 extensionistas e distribuídos 1.122 kits de campo, reforçando a capacidade operacional do sistema nacional de extensão agrária.
A assistência prestada aos agregados familiares representa um ganho expressivo na segurança alimentar e na inclusão produtiva rural. Com o acesso a novas tecnologias, as famílias estão a adoptar melhores práticas agrícolas, diversificando culturas e melhorando a qualidade e quantidade da produção. Estima-se que este esforço contribua para o aumento da renda das famílias camponesas, a geração de excedentes comercializáveis e o fortalecimento das economias locais. O impacto é também visível na promoção do emprego rural, na redução da pobreza e no empoderamento das mulheres e jovens envolvidos na agricultura.
Com mais de 1 milhão de famílias assistidas e 389 mil integradas em novas tecnologias, Moçambique dá passos firmes rumo a uma agricultura mais moderna, inclusiva e competitiva. A aposta em inovação, capacitação e assistência técnica reflete a visão de um sector agrário que sustenta o crescimento económico e o desenvolvimento humano.





