A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) manifestou esta quarta-feira, em Maputo, profunda preocupação com a ocupação das delegações políticas do partido nas províncias de Manica e Zambézia, protagonizada por um grupo de desmobilizados que alegadamente pretende instalar uma comissão de gestão paralela.
Em conferência de imprensa, a Secretária-Geral da RENAMO, Clementina Bomba, repudiou veementemente as acções dos contestatários, classificando-as como violações graves aos estatutos e princípios democráticos do partido.
“A autoproclamação de delegados políticos e a recusa em reconhecer a liderança legalmente eleita constituem atos que atentam contra a coesão e a disciplina interna da RENAMO”, afirmou Clementina Bomba, sublinhando que a nomeação e exoneração de delegados é competência exclusiva do presidente do partido, nos termos do artigo 24, linha J, dos estatutos.
Apesar das tensões, a Secretária-Geral garantiu que a direcção do partido mantém abertos os canais de diálogo com todos os militantes e desmobilizados.
“A RENAMO pauta pelo princípio da reconciliação. Foram acionados mecanismos de diálogo que, infelizmente, alguns contestatários ignoraram. Ainda assim, continuamos a apelar à união e ao respeito pelos órgãos legalmente instituídos”, reforçou.
Clementina Bomba recordou que, na recente II Sessão Ordinária do Conselho Nacional, realizada a 16 de outubro em Maputo, foi reafirmado o compromisso de perdão, reconciliação e coesão interna, com o objetivo de restaurar a normalidade das atividades políticas e reabrir as delegações encerradas de forma irregular.
“Nada justifica a ocupação ilegal das sedes do partido. Estamos abertos a ouvir as preocupações dos membros, mas sempre dentro dos canais próprios e com respeito pelos estatutos”, frisou.
A dirigente reconheceu que a “saúde interna do partido não é das melhores”, mas assegurou que há esforços contínuos para restaurar a estabilidade e a confiança entre os membros.





