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Daniel Chapo: “Estamos aqui para reforçar a nossa diplomacia económica”

Por Redacção Checka Moz.

Presidente da República reúne-se com a Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional dos EUA e apresenta novos projectos de investimento em energia, infra-estruturas, agricultura e turismo.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta semana, em Washington, que Moçambique está a reforçar a sua diplomacia económica através da cooperação com a Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional (DFC) dos Estados Unidos da América, com o objectivo de mobilizar mais financiamento para projectos estratégicos de energia, agricultura, indústria, turismo e infra-estruturas. “O objectivo que nos levou a vir aqui é reforçar a nossa diplomacia económica”, afirmou o Chefe de Estado, após o encontro de trabalho com a DFC.

Segundo Daniel Chapo, esta parceria pretende atrair investimento produtivo e sustentável, capaz de criar emprego e melhorar as condições de vida das famílias moçambicanas.

Durante o encontro, o Presidente destacou que a colaboração com a DFC já permitiu avanços significativos em vários sectores-chave, com destaque para o projecto da Central Térmica de Temane, na província de Inhambane, com capacidade de 450 MW, e a Linha de Transmissão Temane-Maputo, que reforça o abastecimento energético no sul do país.

A DFC tem igualmente financiado projectos de gás natural liquefeito (LNG) na Bacia do Rovuma, incluindo seguros avaliados em 1,5 biliões de dólares norte-americanos (cerca de 95 mil milhões de meticais), destinados a proteger os investimentos e apoiar o desenvolvimento do sector energético nacional.

Daniel Chapo mencionou ainda o novo projecto de central eléctrica em Namaacha, na província de Maputo, estimado em 150 milhões de dólares (aproximadamente 9,5 mil milhões de meticais), e revelou que outros investimentos encontram-se em fase avançada de preparação. “O primeiro objectivo era realmente vir aqui agradecer e reforçar cada vez mais as nossas relações de amizade e cooperação”, acrescentou o Presidente.

Moçambique quer tornar-se um centro regional de energia eléctrica

O Chefe de Estado aproveitou a ocasião para apresentar à DFC a visão de Moçambique enquanto centro energético da África Austral, sublinhando que o país quer consolidar-se como hub regional de fornecimento de energia eléctrica.

“A nossa intenção como Estado, como país, é nos tornar um hub no fornecimento de energia eléctrica na região da SADC, uma vez que os nossos países vizinhos estão a enfrentar problemas sérios de energia”, afirmou Daniel Chapo.

Nesse sentido, destacou a expansão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e o avanço do projecto Mphanda Nkuwa, com capacidade prevista de 1.500 MW, que permitirá reforçar a produção e exportação de energia para países da região.

Além da energia, o Presidente apresentou oportunidades de investimento nos sectores da agricultura, indústria, turismo e infra-estruturas. No turismo, destacou o interesse crescente de grupos internacionais, como o Grupo Aman, e renovou o convite à participação de investidores estrangeiros na Conferência Internacional do Turismo, a realizar-se de 3 a 4 de Novembro, em Vilankulo, província de Inhambane.

No domínio das infra-estruturas, o Chefe de Estado destacou o Corredor de Nacala como factor estratégico para o escoamento de minerais da Zâmbia, do Malawi e, futuramente, do leste da RDC, defendendo que o corredor deve evoluir para um polo regional de crescimento económico, à semelhança do Corredor do Lobito, em Angola.

Daniel Chapo expressou satisfação com a abertura da DFC e reafirmou que esta cooperação deve traduzir-se em benefícios concretos para o povo moçambicano. “Achamos que com mais projectos deste género vamos, sem margem de dúvidas, desenvolver o país. É o nosso objectivo principal: criar emprego para a juventude, para as mulheres e para os homens, gerar rendas para as famílias e criar melhores condições de vida para o povo moçambicano”, concluiu.

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