Em celebração aos 80 anos das Nações Unidas e meio século de cooperação no país, Moçambique foi reconhecido como um dos exemplos africanos de avanço social e institucional.
Moçambique voltou a ocupar o centro das atenções internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu, esta quinta-feira, os progressos significativos do país nos últimos 50 anos, especialmente nas áreas da educação, igualdade de género e adaptação às mudanças climáticas.
A cerimónia comemorativa, realizada em Maputo, assinalou simultaneamente os 80 anos da fundação da ONU e o cinquentenário da sua presença em Moçambique, sublinhando uma parceria histórica que tem acompanhado o crescimento do país desde os primeiros anos da independência. “Moçambique é um exemplo de transformação e de resiliência em África”, afirmou Catherine Sozi, coordenadora residente da ONU, destacando que o país “tem investido de forma consistente na educação, na igualdade de oportunidades e na resposta aos desafios climáticos, colocando as pessoas no centro das políticas públicas.”
Educação e igualdade impulsionam o progresso social
Segundo dados apresentados pela ONU, o número de crianças matriculadas nas escolas primárias aumentou exponencialmente nas últimas duas décadas, e o país melhorou os indicadores de igualdade de género, tanto na educação como na representação política e institucional.
A organização considera ainda que a resposta moçambicana aos choques climáticos é uma referência regional, pela combinação entre sistemas de alerta precoce, acções comunitárias de prevenção e programas de reconstrução sustentável.
Educação e solidariedade como base da identidade nacional
Em representação do Governo, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, sublinhou que o reconhecimento da ONU é o resultado de políticas públicas orientadas para o desenvolvimento humano e para a inclusão social. “A cooperação com as Nações Unidas tem sido fundamental para a consolidação dos nossos progressos. Hoje, Moçambique é um país que aposta no conhecimento como motor de crescimento e na solidariedade como base da sua identidade”, afirmou Tovela.
A cerimónia contou com actividades culturais e desportivas inclusivas, como um jogo de futebol às cegas, que simbolizou o compromisso do país com a integração social. Participaram estudantes, professores, pais e encarregados de educação, reforçando a importância da comunidade na construção de um Moçambique mais educado, solidário e sustentável.
Catherine Sozi reafirmou que a ONU continuará a apoiar Moçambique na implementação da Agenda 2030 e na consolidação da paz e do desenvolvimento sustentável, elogiando a liderança do país “num continente que enfrenta desafios profundos, mas também oferece soluções inspiradoras. Moçambique mostrou que o progresso é possível quando o compromisso é colectivo”, concluiu.





