Teve início esta segunda-feira, 20 de Outubro, em Maputo, o Seminário de Capacitação Técnica sobre a Metodologia de Recolha Digital de Dados, uma formação destinada a técnicos do Instituto Nacional de Estatística (INE) no âmbito da preparação do V Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH 2027), o primeiro a ser realizado integralmente em formato digital em Moçambique.
A cerimónia de abertura coincidiu com a celebração do Dia Mundial da Estatística, simbolizando o compromisso do país com a modernização e a fiabilidade dos processos de recolha de informação. “A recolha digital de dados para o Censo de 2027 não é apenas uma opção, mas uma necessidade irreversível”, afirmou a Presidente do INE, Eliza Mónica Ana Magaua, sublinhando que a digitalização representa “um passo decisivo para garantir dados de qualidade, em tempo real e com maior eficiência”.
Digitalização promete maior transparência e rapidez na análise dos dados populacionais
O seminário, com duração de 10 dias, decorre no Hotel Meliá Maputo Sky, reunindo técnicos do INE e especialistas de instituições parceiras de países como Brasil, Cabo Verde e Senegal, no quadro da Cooperação Sul-Sul. A formação é promovida no âmbito do Projecto de Centros de Referência em Censos com Recolha Electrónica de Dados em África – Fase II, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
Durante as sessões, os participantes vão abordar temas como cartografia censitária, arquitectura de sistemas, segurança da informação, desenvolvimento de aplicativos e questionários electrónicos, além de práticas de comunicação e sensibilização pública.
Especialistas de países africanos e do Brasil partilham experiências em recolha digital
O objectivo central é fortalecer as capacidades técnicas nacionais para que o próximo Censo, previsto para 2027, decorra com padrões internacionais de qualidade, transparência e rapidez na produção estatística. “Estamos a investir em tecnologia e em formação humana para que cada recenseador disponha de ferramentas digitais seguras e eficazes”, destacou Magaua, acrescentando que o processo visa “construir um sistema estatístico moderno, capaz de responder aos desafios de um país em crescimento”.
A cooperação entre os países africanos e o Brasil pretende criar modelos regionais de referência em recolha digital de dados, promovendo o intercâmbio de experiências e boas práticas. Segundo o UNFPA, Moçambique desempenha um papel estratégico neste processo, “liderando o avanço digital dos censos no continente”.
O seminário termina a 31 de Outubro com uma sessão de avaliação conjunta e a definição dos próximos passos para a implementação prática do sistema digital do RGPH 2027.





