O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), realizou este sábado uma operação de grande envergadura no Mercado Estrela Vermelha e na Praça de Touros, na cidade de Maputo, com o objectivo de desmantelar redes de comercialização de peças automóveis de origem ilícita.
A acção foi desencadeada em resposta ao crescente número de queixas apresentadas por condutores, relacionadas com furtos de acessórios de viaturas estacionadas na via pública.
Durante a operação, foram apreendidas mais de três toneladas de componentes automóveis, entre peças novas e usadas, sem qualquer documentação legal que comprovasse a sua proveniência. Entre o material recolhido constam faróis, espelhos retrovisores e outros acessórios que ostentavam matrículas gravadas, evidenciando indícios de origem ilícita.
A polícia canina foi igualmente mobilizada para detectar possíveis estupefacientes alegadamente comercializados de forma clandestina naqueles locais.
Segundo o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Leonel Muchina, a intervenção enquadra-se nas acções preventivas de combate ao comércio ilegal.
“A intervenção foi legítima e preventiva, uma vez que estes pontos são referenciados como receptores de bens roubados”, afirmou Leonel Muchina.
Ao contrário de operações anteriores, a acção decorreu sem sobressaltos ou troca de tiros, embora tenham sido efectuadas detenções.
Reacções e apelos à prudência
A operação gerou reacções diversas entre comerciantes e cidadãos. Enquanto alguns defendem o reforço do combate à marginalidade e ao mercado informal de peças roubadas, outros apelam à prudência, alertando para o risco de afectar comerciantes considerados honestos.
Há também questionamentos sobre os procedimentos legais adoptados durante a recolha do material, defendendo-se a necessidade de distinguir entre actividades ilícitas e comércio autorizado de material em segunda mão.
Entretanto, a PRM garante que as operações de fiscalização irão continuar, com vista a desencorajar o mercado informal de peças roubadas e a assegurar a ordem pública na capital do País.





