O porta‑voz da FRELIMO, Pedro Guiliche, reagiu às acusações feitas pela ANAMOLA, classificando‑as como uma estratégia de vitimização e uma tentativa de criar caos para obter vantagem política.
Em conferência de imprensa, Guiliche lamentou o que considera ser uma prática recorrente de certas forças políticas:
“É lamentável que algumas forças políticas, na tentativa de se implantar, recorram sistematicamente à estratégia de vitimização. Não é método de trabalho da FRELIMO e tão pouco isso é necessário ser feito pela FRELIMO”, afirmou.
O porta‑voz acrescentou que não existe qualquer orientação ou comando para práticas como as que foram denunciadas, sublinhando que o partido mantém uma articulação permanente com as comunidades:
“Ao nível de todos os bairros, localidades e distritos, um dos princípios centrais dos órgãos da FRELIMO é justamente a articulação perfeita e permanente com as comunidades”, destacou Guiliche.
Rejeição das acusações, apelo ao diálogo e à paz
Guiliche considerou descabidas as acusações feitas contra o partido em locais como Xinavane, defendendo que não há sustentação para tais alegações:
“Não faz sentido que se esteja a fazer acusações sem apresentar sustentação. A FRELIMO está na base, trabalha com a base, pois o seu ponto de partida e o ponto de chegada é o povo”, disse.
O porta‑voz alertou para os riscos de se recorrer ao caos como estratégia política:
“Não devemos, como moçambicanos, permitir que se recorra ao caos para obter vantagem política. Está errado e deve ser desencorajado”, sublinhou.
Guiliche reforçou que Moçambique é um povo pacífico e que o caminho deve ser o diálogo:
“Nós somos um povo pacífico que sabe encontrar soluções na base do diálogo, e é por isso mesmo que está em curso o diálogo nacional, como uma plataforma importantíssima onde todos os moçambicanos são convidados a deixar a sua contribuição”, acrescentou.
Com estas declarações, a FRELIMO rejeita as acusações da ANAMOLA e reafirma o seu compromisso com a paz, o diálogo e a articulação comunitária, considerando que a vitimização política e a criação de incidentes para obter vantagem são práticas negativas e condenáveis.





