O Presidente da República considerou como “um dia de festa” o encerramento do projecto habitacional da Fundação de Caridade Tzu Chi, que resultou na construção de mais de três mil casas para comunidades afectadas pelo Ciclone Idai, na província de Sofala.
A cerimónia marcou a entrega das últimas 1.707 habitações, das quais 1.227 em Guara-Guara e 480 em Ndeja, completando um total de 3.182 casas erguidas no âmbito do memorando assinado entre a organização e o Governo de Moçambique em 2019.
“É um dia de festa (…) Hoje víamos fazer a entrega das últimas casas, mas isso não quer dizer que a fundação Tzu Chi vai sair definitivamente de Moçambique. Eles vão continuar connosco”, declarou Daniel Chapo.
Expressão mais alta do amor
Na ocasião, a Vice-Presidente da Tzu Chi a nível global, Pi Yu Lin, afirmou que a conclusão do projecto representa “a expressão mais alta do amor”, apelando às comunidades para replicarem entre si esse espírito solidário.
O projecto habitacional integra um pacote mais amplo de apoio às comunidades afectadas pelo Idai, orçado em 108 milhões de dólares, que inclui igualmente a construção de 23 escolas na província de Sofala, 17 das quais já concluídas e entregues.
Todas as infra-estruturas foram erguidas no sistema “Build Back Better”, concebidas para resistir a ciclones de categoria 4, com ventos até 250 quilómetros por hora.
Apelo à preservação e à paz
O Chefe de Estado apelou às comunidades beneficiárias para cuidarem das habitações e evitarem regressar às zonas de risco.
“A Tzu Chi construiu aqui a vila do amor. Esta é uma mensagem que mostra a importância de amarmo-nos uns aos outros (…) Não pode existir ódio entre nós porque só o amor constrói. Queremos que nesta vila do amor prevaleça sempre a paz”, acrescentou Daniel Chapo.
O projecto, designado “Hope”, resulta das contribuições de milhões de voluntários da organização espalhados pelo mundo.
Com a conclusão das três mil casas, encerra-se um dos maiores projectos habitacionais de reconstrução pós-ciclone em Moçambique, reforçando a cooperação entre o Estado e parceiros internacionais na promoção da resiliência, da dignidade e da estabilidade das populações afectadas.





