O Presidente da República afirmou hoje que o adiamento do início do ano lectivo constituiu uma medida responsável, tomada para salvaguardar vidas humanas, na sequência das cheias, inundações e da passagem do Ciclone Gezani, que voltaram a afectar o País nas últimas semanas.
“Foi uma decisão pensada, ponderada, reflectida, uma decisão responsável, tomada para proteger vidas humanas do povo moçambicano, que é o nosso objectivo número um”, afirmou Daniel Chapo.
O Chefe de Estado explicou que o arranque do ano lectivo, inicialmente previsto para o dia 2 de Fevereiro, teve de ser adiado face ao impacto das calamidades naturais, que provocaram perdas humanas e destruição de infra-estruturas, incluindo estabelecimentos de ensino.
“Nas últimas semanas, Moçambique foi novamente assolado por cheias e inundações e pelo ciclone Gezani, provocando perdas humanas e destruição de infra-estruturas”, sublinhou Daniel Chapo.
O ano lectivo 2026 decorre sob o lema “Educação, Investigação e Cultura: Vetores Fundamentais para o Desenvolvimento Sustentável”.
“Sem educação não há crescimento inclusivo. Sem investigação não há inovação. Sem cultura não há identidade nacional”, afirmou Daniel Chapo.
Solidariedade às populações afectadas pelas cheias
Dirigindo-se às populações afectadas, o Presidente reafirmou o compromisso do Estado na reconstrução e no reforço da resiliência colectiva.
“Aos nossos compatriotas afectados, reafirmamos a nossa solidariedade e o compromisso inabalável do Estado e do Governo da República de Moçambique em apoiar, reconstruir e fortalecer a nossa resiliência colectiva como um povo”, declarou Daniel Chapo.
O estadista agradeceu ainda a onda de solidariedade nacional e internacional que se seguiu às calamidades.
“Queremos agradecer pela extraordinária onda de solidariedade nacional e internacional. Este espírito revela o melhor da nossa identidade como povo, a capacidade de nos unirmos nos momentos difíceis”, frisou Daniel Chapo.
Escola da Manga simboliza vitória da resiliência
Antes da cerimónia central, o Presidente procedeu à entrega da Escola Secundária da Manga, reabilitada após os danos provocados pelo Ciclone Idai.
“Quando o devorador ciclone Idai atingiu esta região, não destruiu apenas infra-estruturas, tentou abalar a nossa confiança colectiva como povo. Hoje celebramos a vitória da resiliência sobre a adversidade”, afirmou Daniel Chapo.
O Chefe de Estado sublinhou que onde antes havia escombros, hoje voltam a ouvir-se vozes de estudantes, símbolo da recuperação e da esperança.
Educação como base da independência económica
Na sua mensagem, Daniel Chapo defendeu que a escola deve ser vista como instrumento central para a transformação estrutural da economia nacional.
“Se ontem a escola era base para a conquista do poder político, hoje deve ser a base para a conquista do poder económico”, afirmou Daniel Chapo.
O Presidente reiterou que investir na educação é investir nas pessoas e no futuro do País.
“Declaramos a educação como pilar central da transformação nacional e como o mais poderoso instrumento da liberdade económica do cidadão moçambicano”, sublinhou Daniel Chapo.
Mentoria e inovação no ensino
Durante a cerimónia, foi igualmente destacado o programa de mentoria escolar “Somos Luz”, implementado em várias escolas da província de Sofala, com resultados considerados encorajadores.
“Estamos a ensinar as nossas crianças não apenas a procurar emprego, mas também a criar emprego”, declarou Daniel Chapo.
O Presidente afirmou que o objectivo é formar uma geração capaz de produzir, inovar, industrializar e competir num mundo em permanente transformação.
Com a abertura oficial do ano lectivo a partir da cidade da Beira, o Governo reafirma a aposta na reconstrução resiliente das infra-estruturas, na valorização dos professores e na consolidação de um sistema educativo capaz de sustentar a transformação económica e social de Moçambique.





